Varandas: «Morria de vergonha se olhasse para os meus filhos e eles soubessem que o Sporting fazia isto»

/ Futebol

17-02-2026 16:15

Horas após o {TEAM_LINK|9|FC Porto} ter deixado críticas a {TEAM_LINK|16|Sporting}, SL Benfica e o Conselho de Arbitragem na newsletter Dragões Diário, {COACH_LINK|4210|Frederico Varandas} respondeu em declarações fortes aos jornalistas na Academia Cristiano Ronaldo. O presidente dos leões apontou o dedo à falta de «ética e desportivismo» dos dragões, especialmente no recente clássico entre as equipas. Algumas das declarações do presidente do Sporting «Um dos pontos do comunicado fala em mais um lance no jogo do Sporting-Famalicão. Curiosamente, esse lance, coisa rara no futebol português, em todos os comentadores na análise desportiva, teve decisão unânime. Todos consideram que a decisão foi a correta. Esperei uns dias para ver se havia alguma resposta, algo que explicasse o sucedido no FC Porto-Sporting (...)  O Sporting quando recebe, seja o primeiro classificado, que neste caso é o FC Porto, seja outro, é com toda a dignidade possível. É assim que eu gosto e o Sporting gosta de competir. Os comunicados, que são chorrilhos de mentiras, têm um só objetivo: não se falar do que interessa. O que aconteceu às toalhas do Rui Silva? Foram precisas três toalhas. Nunca vi isto. Roubaram duas vezes as toalhas do guarda-redes durante o jogo. E a partir do golo do FC Porto, todos os apanha-bolas retiram os cones e as bolas. E isto, meus senhores, já não se vê na Europa periférica. Vê-se só em África.» O que eu sei é que, se eu chegasse a casa, olhasse para os meus filhos e eles soubessem que o Sporting fazia isto, eu morria de vergonha. Não estamos a falar de ganhar ou perder. Isso faz parte da vida. Mas o que nos define é a maneira como atuamos na vitória e na derrota. Já o disse e volto a dizer. Se estes episódios Fábio Veríssimo, roubar as toalhas, mandar os apanha-bolas tirar a bolas, fossem neste Sporting, eu não tinha dimensão ética para ser presidente do Sporting Uma das coisas que devia interessar a todos nós é lutar para a valorização do futebol português. O futebol português tem de recuperar o 6.º lugar do ranking da UEFA. Mas eu tenho vergonha. Estes episódios tiveram eco lá fora. E dirigentes que tanto se preocupam com o estado dos relvados, com as condições dos clubes pequenos, com as transmissões televisivas, fazem 10 vezes piores. E com dirigentes como estes não merecemos estar no 6.º lugar da UEFA. Não merecemos. A luta pelo campeonato vai ser até ao fim, mas o título da falta de ética e anti-desportivismo já está entregue Eu controlo as nossas ações, as do Sporting. Não é o Sporting que comenta nomeações antes dos jogos. Não é o Sporting que tem estes episódios num jogo que organiza. Custa muito quando as coisas acontecem e é muito fácil criticar o presidente. Não, porque o mal do futebol português está nos dirigentes. O dirigismo assim não ajuda, todos têm telhados de vidro. Meus senhores, tenham coragem de meter nomes. Não somos todos iguais e não, não fazemos o mesmo.»