Rugido leonino mesmo no adeus europeu

/ Andebol

06-05-2026 21:39

O Sporting lutou até ao fim perante uma grandes turmas do andebol europeu, no entanto, saiu derrotado do reduto do Aalborg, que venceu por 37-36. Os leões deram uma excelente réplica na segunda mão dos quartos de final da EHF Champions League, mas falharam o objetivo de chegar à Final Four, após a derrota por um golo fora de portas. Não podíamos começar a descrição da primeira parte sem falar de Niklas Landin, um dos melhores guarda-redes de sempre. Apesar de ter 37 anos, continua a ser fundamental e os instantes iniciais em solo dinamarquês permitiram perceber isso mesmo, uma vez que a turma lusa demorou algum tempo a ultrapassar o guardião, que levou a melhor várias vezes... de forma consecutiva. Ainda assim, o Sporting demonstrou inúmeros argumentos e conseguiu, aos poucos, igualar o resultado. André Kristensen também contribuiu de forma decisiva na baliza leonina, sendo que passaram para a frente aos 7-8, um cenário evidente do ritmo apresentado pelos portugueses, sem qualquer tipo de receio do ambiente criado pelos nórdicos, que encheram a Sparekassen Danmark Arena. Golo cá, golo lá: nenhuma equipa teve a capacidade para se distanciar no marcador, desenvolvendo essa toada até ao apito para os balneários. Juri Knorr converteu com sucesso um livre de sete metros, ao passo que Salvador Salvador finalizou uma jogada estudada - após um tempo técnico solicitado por Ricardo Costa -, mas o lance não contou por ter sido depois da buzina. 18-17 foi o resultado verificado ao intervalo. O Aalborg começou o segundo tempo francamente melhor, tendo em conta que alcançaram uma vantagem de três golos, aproveitando algumas dificuldades leoninas do ponto de vista ofensivo. Esse cenário 'obrigou' Ricardo Costa a pedir timeout aos 40´, de modo a implementar o 7x6, estratégia utilizada com regularidade nos últimos encontros. O Sporting nunca desistiu e continuou a demonstrar um ritmo de jogo bastante alto. O «problema» do outro lado? Thomas Arnoldsen, que realizou mais uma exibição impressionante a todos os níveis. Atacou, marcou, assistiu e desenhou todo o ataque da sua equipa. Apontamentos de grande nível por parte do dinamarquês, que demonstrou o porquê de ser um dos melhores do mundo. Os nórdicos nunca tiraram o «pé do acelerador» e foram, aos poucos, preservando a vantagem outrora adquirida. Apesar das tentativas com selo português, o Aalborg festejou a conquista de outra vitória na EHF Champions League (37-36) e o passaporte para a Final Four em Colónia, na Alemanha.