<i>Reforços de inverno</i> no mundo do leão: Bragança e Nuno Santos regressam ao melhor nível

/ Futebol

28-02-2026 10:00

As lesões são uma das partes mais duras e delicadas do mundo do futebol. Por entre tantos momentos bonitos dentro e fora das quatro linhas, o silêncio que antecede o instante em que um jogador contrai um problema físico é sempre pesado, tanto para o atleta como para o amante do futebol. Nas suas já consolidadas carreiras, {PLAYER_LINK|160873|Nuno Santos} e {PLAYER_LINK|84850|Daniel Bragança} passaram por vários momentos infelizes que os afastaram dos relvados e os impediram de dar o seu contributo. Em alturas distintas da temporada transata, ambos se lesionaram e estão agora a regressar aos terrenos de jogo, já com sinais bastante positivos. Na vitória do {TEAM_LINK|16|Sporting} sobre o {TEAM_LINK|1734|Estoril Praia} por 3-0, a dupla leonina foi protagonista. Bragança: como se nunca tivesse parado Na 22.ª jornada da edição passada da {EDITION_LINK|201241|Liga Portugal Betclic}, no empate entre os leões e o {TEAM_LINK|3555|FC Arouca} (2-2), Daniel Bragança regressou à titularidade. Contudo, ao fim de 12 minutos teve de ser substituído e confirmou-se um dos piores cenários: o médio sofreu uma rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, depois de, anos antes, já ter enfrentado uma lesão grave no outro joelho. {IMGMED|ESQ|1414271|Regresso aos relvados} Vinha a ser uma peça importante no Sporting, somando quatro golos e nove assistências em 29 partidas. Seria expectável que, após um processo de recuperação longo e exigente, não se apresentasse ao mesmo nível demonstrado em 2024/25. No entanto, a 4 de janeiro do presente ano regressou à competição pela equipa B, na derrota frente ao Académico, sendo rapidamente integrado nas fichas de jogo da equipa principal. A partir daí, nunca mais abrandou. O regresso a Alvalade, na vitória sobre o {TEAM_LINK|2412|Casa Pia} (3-0), foi especial. Fortemente ovacionado quando voltou a pisar o relvado leonino, começou a mostrar rasgos da sua qualidade e acabou por colocar a cereja no topo da exibição. Aos 79 minutos, {PLAYER_LINK|504173|Luis Suárez} assistiu o número 23, que rematou na direção da baliza. O lance parecia escrito pelo destino: Patrick Sequeira ainda tocou na bola, mas não evitou o golo, e o estádio entrou em erupção. {IMGMED|DIR|1421245|Festejo contra Casa Pia} «Foi melhor do que aquilo que estava à espera, na verdade. Mas a vida tem-me ensinado muito e acredito cada vez mais que as coisas não acontecem por acaso. Trabalhei muito ao longo deste tempo depois daquilo que me aconteceu e acredito», afirmou o médio à Sport TV, após o encontro com o Casa Pia. A exibição serviu de mote para Bragança que, frente ao {TEAM_LINK|2175|FC Famalicão}, marcou o golo solitário que garantiu os três pontos ao Sporting, numa partida complicada para os comandados de Rui Borges. À entrada para a 24.ª jornada da I Liga, somava dois golos em oito jogos (em todas as competições). Nuno Santos: devagar se vai ao longe O número 11 da equipa de Alvalade viveu uma situação semelhante. Na época passada, Nuno Santos sofreu uma rotura do tendão rotuliano do joelho direito, numa altura em que contabilizava um golo e uma assistência em 10 jogos - todos sob o comando de {COACH_LINK|31233|Ruben Amorim}. {IMGMED|ESQ|1194448|Lesão de Nuno Santos} A lesão ocorreu na vitória frente ao FC Famalicão (0-3) e apontava para cerca de nove meses de recuperação. Contudo, o ala esteve afastado aproximadamente um ano e três meses. Tal como Bragança, regressou ao mais alto nível pela equipa B, na vitória sobre a {TEAM_LINK|2199|UD Oliveirense} (2-0). Quatro dias depois do encontro da II Liga, Rui Borges convocou-o para os quartos de final da Taça de Portugal, nos quais o Sporting venceu o {TEAM_LINK|296012|AFS} após prolongamento (3-2). Lançado durante a partida, e beneficiando do tempo extra, completou 43 minutos - já uma amostra significativa. {IMGMED|DIR|1430153|Regresso à competição} «Todos sonhamos com estes momentos e, depois de tantos anos de carreira, senti como se fosse o meu primeiro jogo, como se fosse a minha estreia profissional. Ainda vão ter de levar comigo durante muitos anos, cheio de fome de marcar, assistir e ajudar o Sporting a ganhar títulos», confessou o jogador à Sport TV. Antes do contributo frente ao Estoril Praia, Nuno Santos somava apenas duas partidas na presente temporada, com 69 minutos acumulados. «São precisos jogadores como eles nos relvados» Rui Borges lançou Daniel Bragança e Nuno Santos aos 83 minutos do encontro frente aos canarinhos. Nessa altura, o marcador registava 2-0 favorável aos leões, mas o Estoril vinha crescendo nos minutos finais. Ainda assim, o último golo da partida nasceu dos pés dos recém-entrados. {IMGHALF|ESQ|1448766|Festejo diante do Estoril} No último minuto dos descontos, Nuno Santos recebeu na ala esquerda e fez um passe a rasgar para o interior da área estorilista. Daniel Bragança apareceu para finalizar: o número 23 fintou {PLAYER_LINK|214368|Ferro} e rematou de pé direito para o fundo das redes, com a bola ainda a passar entre as pernas de {PLAYER_LINK|115870|Joel Robles}. Apesar de o resultado já estar praticamente fechado, o festejo foi efusivo - tratou-se de um grande golo e de um momento carregado de simbolismo. Na conferência de imprensa, Rui Borges comentou a jogada: «Em relação ao 3-0, senti que a vida felizmente nos dá isto. Gostaria que nem um nem outro tivessem passado pelas lesões que tiveram. São dois jogadores com grande qualidade técnica.» «O Dani fez um trabalho excecional no golo, mas a assistência do Nuno também é simples e inteligente. Ele tem consciência da parte física e sabe que, para voltar a ser o melhor Nuno, vai precisar de tempo. Trabalha como ninguém e nós temos de ter paciência. Gostava de ter o Nuno Santos a 100 por cento porque ele é diferenciado. Estou feliz por ver os dois em campo. Jogadores como eles são precisos no relvado», acrescentou o técnico.