No regresso à titularidade, um ano e meio depois, novo tombo: o azar de Nuno Santos
/ Futebol
23-03-2026 09:40
Domingo foi um dia de emoções confusas para o {TEAM_LINK|16|Sporting} e para os seus adeptos. A vitória por 1-4 na casa do {TEAM_LINK|1|Alverca} foi bem vivida e recebida, especialmente ao surgir de uma boa exibição e de grandes golos, mas houve um par de atenuantes que arrefecem qualquer impulso de festejos... À cabeça, a vitória do FC Porto frente ao SC Braga (1-2), num jogo em que os leões gostaria de ter visto o líder mostrar sinais de fraqueza e deixar cair pontos. Mas também pesa a situação de {PLAYER_LINK|160873|Nuno Santos}, um jogador acarinhado no universo verde e branco e que sofreu, nesta tarde ribatejana, mais um revés para juntar a uma cada vez mais extensa lista. Titular, 512 dias depois A tarde começou com uma grande novidade na equipa escolhida por {COACH_LINK|28061|Rui Borges}, que pela primeira vez selecionou o camisola 11 como titular. Sim, leu bem. Rui Borges, que treina o Sporting desde dezembro de 2024, só este domingo escolheu {PLAYER_LINK|160873|Nuno Santos} para iniciar um jogo. A última titularidade do ala tinha sido em outubro desse ano, ainda sob o comando de {PLAYER_LINK|1803|Ruben Amorim}, numa visita a {TEAM_LINK|2175|Famalicão} (0-3) em que acabou por abandonar o campo de maca nos descontos da primeira parte. {IMGMED|DIR|1461067}Foi esse o início de um longo calvário, com cirurgia e reabilitação de uma rotura num tendão do joelho. Uma lesão encarada de forma muito séria pelos leões, até por se tratar da terceira lesão grave na carreira do jogador. Recorde-se que Nuno Santos sofreu uma rotura dos ligamentos cruzados há dez anos, quando surgia nas equipas secundárias do {TEAM_LINK|4|Benfica}, e outra três anos depois ao serviço do {TEAM_LINK|31|Rio Ave}. O jogador chegou a expressar publicamente o desejo de regressar a tempo da final da Taça de Portugal - a da temporada passada, saliente-se -, mas não ficou nem perto. Os seis meses de paragem viraram nove e os nove cresceram para 12. No fim foram 15, com o regresso a acontecer já em fevereiro deste ano, primeiro na equipa B e depois no duelo da Taça frente ao AFS (3-2 ap). E este domingo, ao sétimo jogo com Rui Borges, {PLAYER_LINK|160873|Nuno Santos} aproveitou a suspensão de Maxi Araújo para ser titular pela primeira vez desde esse fatídico dia em Famalicão. 512 dias depois! Acabou por não correr da forma desejada... Nuno no chão, de mãos na cabeça A bola rola e é no lado esquerdo que os leões vão colocando as fichas. O primeiro lance de perigo é um cruzamento do lateral de 31 anos e o Sporting vai insistindo grande parte do seu jogo em combinações entre ele, Pedro Gonçalves e Morita. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por zerozero.pt (@zerozeropt) Aos 22 minutos, Pote coloca o bicampeão nacional em vantagem no jogo e Nuno Santos é o primeiro a chegar ao colega para participar, sorridente, nos festejos. Apenas quatro minutos depois estaria no chão, de mãos na cabeça e a cobrir uma face que, arriscamos, teria algumas lágrimas. Uma dor na coxa justificou essa queda e a entrada imediata da equipa médica. Os colegas, cientes desta longa batalha contra as lesões, colocaram-se em seu torno e deram, um a um, algum carinho. A saída do campo foi consumada um minuto depois e a frustração ficou à vista de todos. Recebeu assistência até ao intervalo, quando recolheu ao balneário numa caminhada feita pelo próprio pé, mas em coxeio. Recebeu ainda os aplausos dos adeptos visitantes antes de desaparecer de vista. «Um jogador que teve 15 meses parado corre estes riscos» «Tenho os meus filhos lá em cima a torcer pelo pai; eles são pequenos, mas passaram muito ao verem quase um ano e meio de sofrimento. No entanto, eu sou resiliente e voltar, estar dentro de campo a ajudar a equipa a chegar aos quartos... Não há sensação melhor.» {IMGMED|ESQ|1461064}Assim falou Nuno Santos, à Sporttv, depois da épica reviravolta frente ao Bodo/Glimt. Pode ler aqui as declarações completas. O tom foi positivo, num contexto do arrancar de uma nova e melhor fase, mas eis que a (falta de) sorte ditou outro teste à resiliência do jogador. Ainda é cedo para estimativas no que toca ao tempo de paragem , até porque essas já se provaram pouco certeiras no passado, mas há, para já, uma boa notícia: trata-se de uma lesão muscular e não de uma recaída ou retorno da mesma lesão. Também Rui Borges deu essa confirmação, em conferência de imprensa: «Não tem a ver com joelhos nem nada, felizmente e graças a deus. É muscular.» «Um jogador que teve 15 meses parado corre estes riscos. Infelizmente. Quando volta, o corpo vai chiar em alguns sítios de vez em quando. Vai ser reavaliado nestes próximos dias com toda a certeza», disse. Teremos, nos próximos dias, novidades sobre o estado do jogador e o tempo esperado para esta nova paragem.
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