Eis a final da Liga Placard: antevisão e ideias chave
/ Futsal
12-06-2026 07:00
Disputa-se esta sexta-feira o jogo 1 da final do Playoff de Campeão da {EDITION_LINK|198686|Liga Placard}, com {TEAM_LINK|4369|Sporting} e {TEAM_LINK|4368|Benfica} a estarem novamente em rota de colisão pelo título nacional. Os encarnados são os atuais detentores do troféu, tendo vencido, na temporada passada, no {STADIUM_LINK|21183|Pavilhão João Rocha} num emocionante Jogo 5 por 3-4. Além disso, os comandados por {COACH_LINK|31188|Cassiano Klein} terminaram também no primeiro posto da Fase Regular, mostrando ser a equipa mais consistente. O historial desta temporada entre ambos os emblemas é bastante equilibrado, mas com ligeiro ascendente para as águias. Nas seis partidas disputadas, o Benfica venceu por três vezes, contra duas do Sporting, havendo ainda um empate. Contudo, os leões chegam motivados com a conquista da UEFA Futsal Champions League fresca na memória, competição na qual eliminaram o grande rival nos quartos de final. O pupilos de {COACH_LINK|3906|Nuno Dias} também levaram a melhor na {COMPETITION_LINK|213|Supertaça} (1-6) na abertura da temporada. Para a Liga Placard, o saldo é positivo para o Benfica, tendo vencido na primeira volta em casa e empatado no reduto dos verdes e brancos. A Taça de Portugal também caiu para as águias, que venceram o leões por 5-6, levantando o troféu três anos depois da última conquista na prova. {IMGHALF|DIR|1304877|Benfica é o campeão em título} Estamos, portanto, perante duas equipas do mesmo nível, sendo impossível atribuir maior favoritismo a qualquer uma delas. Ainda assim, graças à liderança na Fase Regular, o Benfica tem a vantagem de jogar o primeiro jogo em casa e, caso seja preciso a partida tira-teimas, também vai ser diante dos adeptos benfiquistas, o que, olhando historicamente para competição, confere uma vantagem substancial ao conjunto de Cassiano Klein. Esperam-se jogos de alta qualidade e intensidade, sendo, para muitos, a maior rivalidade da modalidade no mundo. Duas equipas e dois treinadores que se conhecem muito bem, pelo que não seria surpreendente o título ser decidido num eventual jogo 5, como aconteceu na temporada passada. Cassiano Klein em discurso direto: «Eu acredito que é uma unificação. Para ser campeão, para alcançar uma grande conquista, é preciso reunir vários fatores. Primeiro, a alma, o espírito. Querer muito isso, desejar muito. Esse é o primeiro pilar. Depois entra muito a capacidade dos jogadores para conseguirem fazer coisas que não se conseguem imaginar. Uma coisa é estudar a equipa adversária e perceber que fazem isto ou aquilo. Mas o jogador tem uma magia própria, faz algo ali que é muito dele.» «E o futsal proporciona muito isso. É um jogo muito rápido, com muita dinâmica. E depois, claro, há alguns ajustes técnicos e táticos com os quais se procura surpreender o adversário. Mesmo que seja algo mínimo, pode dar uma pequena vantagem. Mas tudo entra nesse contexto, em que há vários fatores muito importantes. Temos a certeza de que vão ser jogos incríveis, em que as duas equipas vão jogar o tempo todo para ganhar. Há uma convicção muito grande de agredir o adversário, com bola e sem bola. E é por aí que acredito que vai ser esta final.» Nuno Dias em discurso direto: «Não é preciso mudar as coisas que fazemos em termos técnico-tácticos, só ajustar uma ou outra situação porque todas as equipas têm características diferentes e têm comportamentos diferentes perante a mesma situação e o SL Benfica tem comportamentos diferentes do SC Braga perante a mesma situação. Por isso, não temos de mudar nada, mas sim ajustar um ou outro posicionamento e ajustar um ou outro movimento. Em termos emocionais, temos de alertar para os perigos de sairmos do jogo, de nos desfocarmos e temos de perceber que neste tipo de jogos, e tudo aquilo que os envolve, por vezes, a emoção nos leva a comportamentos que se calhar não são os mais adequados e os que nós precisamos mais para o jogo. Isso é sempre mais difícil de treinar do que os aspetos técnicos, táticos e físicos.» «Nós no ano passado começámos em casa e perdemos, depois fomos ganhar um jogo à Luz, voltámos a ganhar em casa, depois perdemos na Luz e perdemos a negra em nossa casa. Já nos aconteceu ser campeões lá e em nossa casa, já nos aconteceu perder na Luz e perder no João Rocha. Portanto, óbvio que nós preferimos jogar em casa porque os nossos adeptos têm feito um trabalho extraordinário e agora, tanto no jogo dois como no jogo três, foram absolutamente fantásticos, mas o trabalho tem de ser feito por nós apesar de os adeptos nos ajudarem sempre. Nós é que temos de defender, correr, marcar e não cometer erros com bola. Independentemente de jogarmos fora ou em casa, vamos ter de fazer o nosso trabalho dentro de campo. Fora vamos ter menos apoio, mas vamos ter muito apoio de certeza.»
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