Salvador Salvador: «Pretendemos construir a melhor equipa da história do andebol português»
/ Andebol
09-07-2026 10:23
Depois de mais uma temporada de enorme nível, marcada pelas conquistas da Supertaça, Taça de Portugal e Campeonato Placard Andebol 1, o Sporting atravessa um período de confiança antes do arranque de 2026/2027. Salvador Salvador voltou a assumir um papel determinante ao longo da campanha e afirmou-se como uma das principais figuras do sucesso leonino. Algumas semanas após o fim de 2025/2026, o capitão concedeu uma extensa entrevista aos meios de comunicação do clube, onde fez um balanço do percurso realizado. O internacional português analisou cada um dos títulos conquistados, refletiu sobre a responsabilidade de envergar a braçadeira e aproveitou ainda para relembrar os melhores momentos do trajeto. Salvador Salvador em discurso direto Balanço da temporada: «Acredito que voltámos a ficar muito perto da perfeição. Cumprimos todos os objetivos traçados a nível interno. Na EHF Champions League atingimos a fase que pretendíamos, com a ambição de chegar à Final Four, mas acabámos eliminados nos quartos de final por apenas um golo. Já em Portugal, vencemos todos os encontros e conquistámos os três troféus em disputa, por isso considero que realizámos uma temporada muito próxima da perfeição.» Supertaça: «Representa sempre um desafio especial para nós, pois marca o primeiro jogo oficial depois do regresso das férias. É uma fase em que ainda estamos a integrar caras novas, a recuperar rotinas e a consolidar tudo o que trabalhámos durante a pré-temporada. Arrancar a época com um troféu tem um significado muito importante e, felizmente, conseguimos fazê-lo. Esse triunfo acabou por dar-nos confiança e servir de impulso para os restantes objetivos que definimos ao longo da temporada.» Campeonato Placard Andebol 1: «É o troféu mais importante, aquele que todas as equipas ambicionam conquistar. É o grande objetivo de qualquer clube com a dimensão do Sporting. Felizmente, alcançámos um tricampeonato nacional que o Sporting não celebrava há mais de 50 anos. Cumprimos exatamente aquilo a que nos propusemos desde o início: chegar ao momento das decisões apenas com vitórias. Conseguimos disputar esse jogo decisivo em casa, frente ao FC Porto, nas condições que idealizávamos, e festejar o título perante um Pavilhão João Rocha completamente cheio, junto dos nossos adeptos, foi a melhor forma de terminar a época.» Taça de Portugal: «Foi o culminar de muitos meses de trabalho e de emoções. Tivemos uma temporada extremamente exigente em termos de calendário e chegámos a essa competição já com algum desgaste, tanto físico como psicológico, muito por causa do que aconteceu nas duas ou três semanas anteriores. Ainda assim, até aos 50 ou 55 minutos, estivemos ao nosso nível. Depois acabámos por baixar um pouco a intensidade, mas o Benfica teve muito mérito, respondeu muito bem e proporcionou uma final de grande qualidade para quem gosta de andebol. Os nossos adeptos sofreram mais do que certamente desejavam, mas as grandes equipas também se constroem nestes momentos de maior dificuldade.» Braçadeira de capitão: «Tratou-se da minha quinta época como capitão do Sporting e, ano após ano, essa função tem trazido ainda mais responsabilidade. Também me sinto mais maduro e com uma perceção diferente de tudo o que representa envergar a braçadeira. Felizmente, tenho um grupo extraordinário ao meu lado, o que torna esta tarefa muito mais simples. Somos muito unidos, dentro e fora de campo, convivemos bastante e existe um ambiente extremamente saudável, onde há espaço para brincar, conversar e ultrapassar qualquer situação. Essa ligação que construímos fora da quadra acaba por refletir-se naturalmente no nosso rendimento. Sinto que estou a viver o Sporting exatamente da forma como sempre imaginei. Consegui aproximar o grupo dos adeptos e transmitir aos meus colegas aquilo que este clube representa para mim. Por isso, considero-me um privilegiado por ter a oportunidade de usar a braçadeira de capitão.» Melhores recordações da temporada: «Mais do que os títulos e todas as vitórias, o que mais me marca é ver os sportinguistas encherem o Pavilhão João Rocha para nos apoiar, chegarem com um sorriso no rosto e sentirem orgulho naquilo que fazemos dentro da quadra. Conseguirmos criar essa ligação e despertar o carinho das pessoas é algo muito especial. O facto de sermos uma equipa carismática acaba por ser aquilo que mais valorizo enquanto sportinguista e capitão. No fundo, estamos a lutar por um objetivo maior: construir a melhor equipa da história do andebol português. É isso que levarei sempre comigo, a felicidade de viver um dos períodos mais marcantes da história do andebol do Sporting e de acrescentar mais uma temporada inesquecível a esse percurso.»
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