Arouca junta-se a Estrela e Famalicão: o Sporting continua a desperdiçar vantagens

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20-09-2026 12:01

O {TEAM_LINK|16|Sporting} ficou uma vez mais em vantagem e voltou a não conseguir segurá-la até ao fim. O cenário é claro: dois golos de diferença em Alvalade que colocavam o Sporting numa posição confortável, diante do {TEAM_LINK|3555|Arouca}, que acabaram transformados num empate (2-2), em jogo relativo da 7.ª jornada da Liga Portugal Betclic. A expulsão de {PLAYER_LINK|741625|Zeno Debast}, ainda antes da hora de jogo, teve naturalmente influência na história do encontro, mas os dois golos sofridos na reta final também nasceram de momentos em que a equipa leonina não conseguiu responder da melhor forma. {CLASSIFICACAO|DIR|218294|0||7|1|5} É um episódio que, por si só, não seria suficiente para retirar conclusões maiores. Mas ganha outra dimensão quando colocado ao lado de outros encontros e, sobretudo, dos números de {COACH_LINK|28061|Rui Borges} desde que chegou ao Sporting. O treinador apresenta um registo global bastante positivo, mas as vantagens que ficam pelo caminho começam a formar uma tendência. Com o empate frente ao Arouca, são já 17 (!) as ocasiões em que uma equipa orientada por Rui Borges no Sporting deixou escapar uma vantagem. E três dessas situações aconteceram nas primeiras sete jornadas da atual edição {COMPETITION_LINK|3|I Liga}. O primeiro ponto a deixar claro é que esta não é uma história sobre a incapacidade do Sporting para ganhar. Rui Borges soma 60 vitórias em 94 jogos como treinador dos leões, a que se juntam 22 empates e 12 derrotas. É um registo que se exprime por si. {NOTICIA_CAPA|DIR|1209920} Há, ainda assim, um dado que merece atenção. As situações não de todo iguais, mas a repetição permite olhar para o fenómeno de outra forma. Numa equipa que parte para cada temporada com a ambição de lutar pelo título, naturalmente que a capacidade de gerir os diferentes momentos dos jogos assume importância. Chegar à frente é uma parte do caminho; conseguir conservar essa vantagem é outra. O momento atual torna o dado ainda mais visível: o Sporting continua sem perder no campeonato, mas já deixou pontos pelo caminho em três das primeiras sete jornadas. Um arranque com buracos A primeira situação surgiu frente ao {TEAM_LINK|253884|Estrela} da Amadora. Os leões estiveram em vantagem, também por duas bolas, mas acabaram por permitir a recuperação da equipa da casa e o encontro terminou empatado. {CITACAO|DIR|Não mudava nada sobre a pré-época e as nossas escolhas para o plantel|Rui Borges, treinador do Sporting, depois do empate com o FC Arouca} Depois, em {TEAM_LINK|2175|Famalicão}, o Sporting voltou a chegar ao fim de um jogo com a vitória aparentemente próxima. {PLAYER_LINK|504173|Luis Suárez} colocou os leões na frente aos 81 minutos, mas o empate surgiu já nos descontos, aos 90+1, num auto-golo de {PLAYER_LINK|384159|Gonçalo Inácio}. Um momento que aconteceu quando o Sporting tinha mais um jogador em campo e que voltou a deixar dois pontos pelo caminho. Houve também o encontro com o {TEAM_LINK|18|Vitória SC}. Nesse caso, a vantagem acabou por ser preservada, mas o Sporting passou por uma fase de maior aperto e teve de sofrer até conseguir confirmar os três pontos. Não entra, por isso, para a contagem das vantagens desperdiçadas, mas ajuda a perceber uma característica deste início de campeonato: nem sempre a vantagem leonina significou tranquilidade. Em Alvalade, contra o FC Arouca, o Sporting entrou a todo o gás: Gonçalo Inácio marcou aos três minutos e Luis Suárez aumentou a vantagem aos 17'. Dois golos de diferença e um encontro que parecia encaminhado para os leões. {EPOCA|DIR|TRE|28061|218294|0|0|0|0} Acontece que a expulsão de Zeno Debast, aos 54 minutos, mudou por completo o contexto da partida. O Sporting passou a jogar com dez elementos e o conjunto arouquense ganhou espaço para assumir maior iniciativa. Rui Borges reorganizou a equipa e procurou proteger a vantagem, mas a reta final acabou por trazer mais dois momentos decisivos. Eduardo Quaresma derrubou {PLAYER_LINK|603583|Barbero} dentro da área e permitiu ao Arouca reduzir através de Jose Fontán, aos 81 minutos. Pouco depois, no segundo golo dos visitantes, a defesa leonina voltou a não conseguir resolver a situação da melhor forma. Quaresma e Gonçalo Inácio acabaram por ter más abordagens e {PLAYER_LINK|851049|Dylan Nandín} apareceu sozinho para fazer o 2-2. A expulsão de Debast é, naturalmente, uma parte importante da explicação para aquilo que aconteceu. Mas, depois do cartão vermelho, houve também decisões e erros que contribuíram para a recuperação do Arouca. E é aí que o empate ganha outra dimensão quando colocado ao lado dos restantes episódios. «Se não existisse penálti não estávamos aqui a falar de empate» Apesar da segunda parte com vários momentos de pura atribulação, Rui Borges não tem dúvidas que o encontro poderia terminar noutros moldes. «Falta alguma maturidade, mas não se trata de... olhando para o jogo ficamos com dez. É impossível sermos pressionantes como somos. Fomos controlando até ao penálti. O penálti põe o Arouca no jogo. Se não existisse penálti não estávamos aqui a falar de empate», afirmou na conferência de imprensa de pós-jogo.